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Peki Natura I: Experimentar/Try


Quem Gosta Cuida

“Passion does not arrive on a CD, passion is personal! Passion is lifted from the earth itself by the muddy hands of the young; it travels along grass – stained sleeves to the heart".

A paixão não vem em um CD, ( chip, seria a tradução mais atualizada) a paixão é pessoal. A paixão emerge da própria terra, da lama das mãos dos jovens – conexão permanente que liga ao coração)

A criança para gostar, precisa ter oportunidade para experimentar e sentir, e só por esse amor querer preservá-la.

Estamos falando da nossa inspiradora Natureza!

A importância em ter contato com a natureza na infância e os problemas que essa carência pode causar, são apresentadas no livro: “The Last Child in the Woods – Saving Our Children from Nature – Deficit Disorder” ( A Última Criança nas Florestas – Transtorno da Falta de Contato com a Natureza ), terminologia criada pelo próprio autor Richard Louv, jornalista americano e co- fundador do movimento: “ Children and Nature Network”.

O objetivo do livro é criar um movimento pro ativo, com entidades particulares e públicas, comunidades, e todos aqueles que possam educar as crianças desde cedo sobre a importância da exposição e cuidado com a natureza.

Nós, da Família PeKi, temos por sua vez, o objetivo de simplificar essa leitura e sugerir soluções viáveis para toda família passar mais tempo na natureza, como: jogos, brincadeiras e eventos que os incentivem a ter esse contato.

Louv conta que os pais têm medo de deixarem seus filhos brincarem em áreas naturais, e consequentemente, as crianças sem opção, passam muito tempo debruçadas nos eletrônicos. As visitas aos parques diminuiram muito nos últimos anos por conta disso, contam as pesquisas feitas nos Estados Unidos.

O poder da experiência em descobrir a natureza espontaneamente, é tão importante, ou maior, do que qualquer aula teórica. A criança tira suas proprias conclusões, ativando todos seus sentidos, diante das infinitas conexões que pode fazer com esse contato.

Eu tenho um bom exemplo para contar à vocês, é sobre o passeio “Experiência Peki”, que fiz com as minhas sobrinhas, Manu e Rafa. Eu já tinha visto, mas ao invés de logo dizer: "Olhem, isso é..."; apenas caminhei para mais perto e arrumei uma desculpa para elas olharem para o chão, e assim, descobriram: um caminho de formigas. Foi fantástico! Seguiram o caminho das formigas, observaram o tanto que elas carregavam nas costas, observaram, observaram... até chegarem ao formigueiro, aonde as formigas estavam na maior arruaça, arrumando a casa, quis dizer, o formigueiro. Aí, após olharem bastante, intrigadas, resolveram ver de onde as formigas tiravam aquela mercadoria de folhas, flôres e insetos. Perseguiram um longo caminho até descobrirem a fonte do material todo, e gritaram entusiasmadíssimas: “ Tia Vanessa, tia Vanessa, olha como as formigas são espertas, elas estão seguindo até o topo da árvore para buscar as folhas e flores”. E assim foi a nossa manhã, cheia de novidades e contentamento. Tenho certeza que elas nunca mais vão esquecer daquele dia.

A desculpa criada para sair de casa era outra, era para catar folhas, galhos e flôres, para fazer máscaras de coelho da Páscoa e ninhos. Isso sim, foi uma ideia guiada, fazer enfeites usando a criatividade, mas a minha preocupação era também, levá-las ao encontro da Natureza.

Percebi convivendo com crianças que vivem nas cidades, que elas precisam ter a chance de vivenciar e ficar intrigadas com as surpresas da Natureza. E quem sabe, além de mais felizes, vão cada vez mais gostar desse mundo fascinante e se tornarão grandes defensoras do meio ambiente.

Seguem referências de pesquisadores e educadores, do livro de Richard Louv. (em inglês)

Experiência

“Estamos perdendo a habilidade de experimentar o nosso mundo diretamente” - Prof. Edward Reed

According to Edward Reed, professor of psychology at Franklin and Marshall College, a critic of the myth of the information age and the author of, “The Necessity of Experience”, none our major institutions or our popular culture pay much notice to the primary experience – that which we can see, feel, taste, hear, or smell for ourselves. “We are loosing the ability to experience our world directly”.

One of the world’s leading experts on butterflies, Robert M. Pyle, teaches children about the insects by first placing a butterfly on their noses, so the butterfly can become the teacher.

“Almost everyone is delighted by this: the light tickle, the close-up colors, the thread of a tongue probing for droplets of perspiration. But somewhere beyond delight lies enlightenment. I have been astonishing at the small epiphanies I see in the eyes of a child in truly close contact with nature, perhaps for the first time. This can happen to grown–ups too, reminding them of something they never knew they had forgotten”

Children live through their senses. Sensory experiences link the child’s exterior world with their interior, hidden, affective world."

Richard Louv:

"An increasing number of parents and few good schools are realizing the importance and the magic of providing hands-on, intimate contact between children and nature as a larger part of child’s education. Learning not just to appreciate nature, but also the source of its elements, such as water".

"The goal of encouraging the nature-child reunion must be not only to maintain the current level of health, but also to dramatically improve it. We can conserve energy and tread more lightly on the Earth while we expand our culture’s capacity of joy".

"Young people with hunger to find a cause worth a lifetime commitment could become the architects and designers and political force of the fourth frontier, connecting their own children and future generations to nature".

"If we are going to save environmentalism and the environment, we must also save an endangered indicator species: the child in nature".


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